Um projeto social para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, baseado em aulas de breaking, está com pré-inscrições abertas em Santos. O projeto Breaking School - No ritmo de aprender é realizado pela Associação de Dança de Itanhaém (ADI) e conta com patrocínio da Petrobras e do Ministério do Esporte.
Além de Santos, a iniciativa atua em São Vicente e Praia Grande, oferecendo atividades integradas para prevenir riscos e promover a inclusão social dos alunos. Atividades esportivas no contraturno das escolas são utilizadas como forma de combater a evasão escolar, a criminalidade e o uso de drogas.
As aulas de breaking atendem 540 alunos por ano, divididos em 36 turmas de breaking infantil (4 a 10 anos) e juvenil (11 a 17 anos), e são complementadas por cursos, palestras, oficinas e ações educativas sobre direitos humanos, meio ambiente (coleta seletiva nas praias) e outros temas.
Fundada em 2006, a ADI estima ter atendido com as aulas de breaking quase 1.400 crianças e adolescentes. Em maio, a associação ganhou o patrocínio da Petrobras para o projeto.
Em Santos, as atividades estão concentradas no Casino Monte Serrat (Centro) e na Avenida General Francisco Glicério, 657 (Bairro José Menino). As pré-inscrições podem ser feitas pelo formulário disponível neste link.
Das festas às Olimpíadas
Mistura de dança e esporte, o breaking foi criado por afroamericanos, latinos e imigrantes do bairro do Bronx, em Nova York, na década de 70. Com manobras acrobáticas improvisadas ao ritmo da música, incorporou-se à cultura hip hop e ajudou a reduzir a violência juvenil.
Das apresentações (chamadas de "batalhas"), o breaking passou a ser praticado em festas, com a participação dos MC´s (mestres de cerimônia). No Brasil, o estilo chegou na década de 80, com as batalhas em frente à estação São Bento do metrô, no centro de São Paulo, de onde se espalhou pelo país.
Em 2024, o breaking estreou como modalidade olímpica nas Olimpíadas de Paris.