Curso de Veterinária da Unimonte recebe homenagem

Iniciativa foi do vereador Benedito Furtado

Compartilhe!

7 curtiram

A qualidade de ensino oferecida pelo Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Monte Serrat – Unimonte,  o fato de não haver mais utilização de animais vivos em aulas práticas, além do atendimento de cunho social prestado a cães, gatos e outros animais comunitários pelo Hospital Veterinário mantido no campus Jockey Clube em São Vicente fundamentam a homenagem prestada na última sexta-feira (24/4/o9), na Sala Princesa Isabel. Em propositura do vereador Benedito Furtado (PSB), que fez o discurso de saudação, a Câmara Municipal entregou a medalha de honra ao mérito Brás Cubas à instituição.

A Unimonte, em nossa região, está na vanguarda na utilização de métodos substitutivos, visando poupar animais nas salas de aula, seguindo uma tendência mundial de não usar cobaias quando há outras alternativas, sem prejuízo do ensino.¨O  fato da Unimonte valorizar o aspecto social, a linha ética adotada no curso de Medicina Veterinária, abolindo métodos invasivos que prejudicam animais, merecem nosso respeito e admiração. É um exemplo a ser seguido por outras universidades¨, enfatiza Furtado.

Durante a solenidade, ele destacou ainda  a qualidade do Hospital Veterinário da Unimonte, cujo centro cirúrgico é um dos mais modernos do Estado. Ali são atendidos, a preços populares, animais comunitários, desde simples curativos, até exames de ultrassonografia, radiologia, eco, além de cirurgias de castração e procedimentos mais complexos.    

O vereador destacou ainda em sua justificativa outros méritos da Unimonte, como a sua sólida estrutura de ensino que hoje mantém 8 mil alunos distribuídos num leque de mais de 50 cursos, em Graduação (Bacharelado, Licenciatura e Tecnológico), Pós Graduação, Lato Sensu e de Extensão.  Desde o ano passado a Unimonte tem como reitor o ex-ministro Ozires Silva, engenheiro aeronáutico que se destacou na presidência de empresas como a Petrobrás, Varig e Embraer, além de possuir expressiva experiência na área da Educação, sendo autor de vários livros nos quais transmite aos jovens sua experiência empresarial. 

DISCURSO PROFERIDO PELO VEREADOR BENEDITO FURTADO NA SESSÃO SOLENE DE ENTREGA DA MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO “BRÁZ CUBAS” AO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DA UNIMONTE, REALIZADA EM 24/04/2009.

Senhor Presidente
Autoridades Presentes
Meus Senhores
Minhas Senhoras

É motivo de alegria receber nesta Casa pessoas que dedicam suas vidas à Educação e à formação de jovens, incentivando a produção intelectual, o que se reflete em bem estar para toda a sociedade.
  
Nunca foi tão necessária a ação de educadores na tarefa de transmitir conhecimento, estimulando a pesquisa do novo, já que vivemos num mundo extremamente competitivo.

Tarefa igualmente difícil é imprimir em seus corações valores que devem ser carregados por toda a vida, tais como sentimentos de solidariedade e compaixão que são a base de uma sociedade harmônica e justa.

Raras são as oportunidades em que podemos efetivamente enaltecer instituições que consideram como seus valores primordiais a missão de transmitir o entusiasmo pelo novo, de pregar o desenvolvimento sustentável, com respeito à ética e ao bem coletivo.

Hoje a sociedade vivencia situações contraditórias. Assiste ao avanço impressionante nos campos da ciência e da tecnologia, que trazem inegáveis benefícios ao seu bem-estar, inclusive mais longevidade, porém atravessa situações de enorme insegurança, que geram estresse, indignação e impotência diante do aumento da criminalidade e dos atropelos às boas condutas  da qual não estão imunes a família, os segmentos religiosos,  empresariais e até  os que deveriam zelar por nossa  segurança e bem estar. 

A Educação que visa a formação integral do indivíduo desponta, portanto, como luz, um  caminho de esperança,  um porto seguro para o   resgate de valores essenciais à humanidade,  sem os quais pouco adiantam  os avanços tecnológicos.

É isso que fundamentalmente queremos destacar nessa solenidade. O papel dos educadores diante do desenvolvimento do mundo globalizado e o respeito que devemos a todos os seres vivos e ao planeta que habitamos.  

O Centro Universitário Monte Serrat figura no rol das instituições sérias que cultivam esses nobres ideais:  colabora  para elevar  o nome do nosso município, oferece um leque de mais de 50 cursos  sob a tutela de grandes e respeitáveis mestres, e mantém postura ética diante de temas polêmicos. 

Essa sólida estrutura de ensino, que se originou da Associação Educacional do Litoral Santista (AELIS), fundada em 10 de abril de 1971, em Cubatão, tinha inicialmente apenas o  curso de Ciências Contábeis.


Hoje os três campi - Vila Mathias, Senador e Victorio Lanza - além do Hospital Veterinário do Curso de Medicina Veterinária, instalado no Campus Jockey Clube, em São Vicente, agregam  cerca de 8 mil alunos, distribuídos nos cursos de Graduação, (Bacharelado, Licenciatura e Tecnológicos), Pós Graduação, Lato Sensu e de Extensão.

Em Santos, o funcionamento da instituição começou em 1980, no prédio do antigo e tradicional colégio Tarquínio Silva, na Avenida Rangel Pestana.

No decorrer do tempo, surgiram novos cursos até que, em 1992, as Faculdades AELIS se credenciaram como Centro Universitário Monte Serrat, passando a ser conhecida como Unimonte.

Em 2006, com a mudança no comando da instituição,  assumiu como reitor o padre Geraldo Magela Teixeira, substituindo a professora Maria Ottilia Pires Lanza, que durante anos  conduziu o complexo universitário. Na mesma ocasião firmou-se a parceria com o Centro Universitário UNA, de Belo Horizonte, ambas pertencentes ao grupo educacional Anima.

Em 2008, a Unimonte nomeia um novo reitor, o ex-ministro da Infra-Estrutura, engenheiro aeronáutico Ozires Silva, abrindo novas perspectivas no aprimoramento de seus programas tecnológicos.

Ao abordar um pouco a história da instituição quero, neste momento, falar um pouco sobre o seu curso de Medicina Veterinária, pelo qual tenho especial carinho. Alguns dos presentes sabem o trabalho que desenvolvo, ao lado de minha esposa e de inúmeros colaboradores, na defesa da vida animal.

Não posso, portanto, deixar de enaltecer quem oferece um ensino diferenciado, de vanguarda, sem contar o trabalho comunitário prestado por professores e estudantes à população pobre da Região.

Esse aspecto de valorização do social e a linha ética adotada pela direção, abolindo de suas aulas práticas os métodos invasivos que martirizam animais, merecem nosso respeito e admiração. 

Em abril de 2004, quando o Centro Universitário Monte Serrat inaugurou seu Hospital Veterinário, apresentamos requerimento nesta Casa parabenizando a instituição pela iniciativa, já que antevíamos os grandes benefícios que seriam proporcionados aos animais pertencentes a famílias de baixa renda ou abandonados.

Naquela oportunidade, sugerimos um convênio entre a Unimonte e a Sevicoz para que a população contasse com um centro cirúrgico confiável, onde animais pudessem ser cuidados  por uma equipe competente e em condições higiênicas e sanitárias apropriadas.

O Centro Cirúrgico do Curso de Medicina Veterinária da Universidade, como se sabe, é um dos mais modernos do Estado.  


Portando, a iniciativa da Unimonte foi muito bem recebida por todos aqueles que lutam por tratamento digno aos animais.

No transcorrer do funcionamento do Hospital tivemos certeza de que a região conquistara um centro cirúrgico de excelência e que tem proporcionado benefícios aos animais comunitários.

O curso também se destaca por desenvolver junto ao corpo docente e discente essa consciência mais refinada na defesa dos seres vivos.

Profissionais e estudantes prestam atendimento clínico e emergencial a animais de pequeno e grande porte, fazem curativos, cirurgias, exames como ultrassonografia, radiologia, eco e eletrocardiografia a preços acessíveis.

Por isso destacamos a ação pioneira do Centro Universitário Monte Serrat marcando posição no atendimento à comunidade e dando exemplos éticos diante da polêmica que ainda se trava no mundo acadêmico sobre o uso de “cobaias” em experiências científicas e em salas de aula. 

Devem ser enaltecidas as instituições que avançam  no campo ético. A partir daí a sociedade passa a questionar por que as demais continuam ¨paralisadas¨ no tempo.

De nossa parte já havíamos aprovado a lei municipal que proíbe a doação de animais recolhidos na Sevicoz às instituições de ensino, para a vivisecção. A legislação, no entanto, não impede que os Centros universitários mantenham “cobaias” em seus biotérios.

Buscar métodos alternativos engrandecem a trajetória da instituição que se iguala, ao abolir o uso de animais nas aulas, a uma tendência que ocorre nos centros mais desenvolvidos do mundo, como as  conceituadas Harvard Medical School, nos Estados Unidos e  a Universidade de Milão, na Itália.

O professor e doutor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Marco Aurélio Guimarães, que mantém entre suas linhas de pesquisa a Bioética, não tem dúvidas de que a tendência em se abolir o uso de animais em aulas práticas vai dispensar, em breve, até legislação proibitiva.

Pesa a favor desse movimento, dezenas de decisões judiciais favoráveis a objeção de consciência por parte de alunos que não querem participar de atividades didáticas com o uso de animais saudáveis.

Isso levou algumas universidades a oferecerem alternativas que não prejudicassem a avaliação acadêmica dos alunos.  Há, porém, instituições conservadoras que defendem experimentos científicos clássicos nas salas de aula independentemente dos malefícios físicos e psicológicos causados ao animal.

O diretor da Faculdade de Medicina do ABC - instituição pioneira na abolição do uso de animais vivos nas aulas de graduação no Brasil - tem posição muito bem definida : ¨a humanização da medicina começa com a responsabilidade com os animais. Não é preciso fazer o aluno injetar adrenalina no coração de um cachorro para saber que isso irá matar o animal. Esta é uma das práticas desnecessárias e que não agrega conhecimento ao aluno¨, exemplifica.

Também no Curso de Medicina Veterinária da Unimonte o ensino em nada é prejudicado, na medida em que é fornecido conhecimento e prática, a partir da rotina de cirurgias em seu Hospital Veterinário. Ao respeitar as leis, ter um olhar social e realizar um ensino moderno e humanizado, o curso é um exemplo a ser seguido por outras universidades.

Essa é a razão desta Casa, conceder a Medalha de Mérito Brás Cubas a quem faz da Educação o verdadeiro caminho do bem coletivo.

Parabéns Senhor Reitor, diretores, mestres, professores, funcionários e alunos, que de forma conjunta contribuem para o sucesso e brilho da Unimonte.