Será realizada neste sábado, 28 de março, a caminhada da Campanha Março Amarelo, de conscientização sobre a endometriose, doença inflamatória crônica que afeta mulheres em idade fértil.
A Campanha tem como objetivo chamar a atenção da população para os sinais e sintomas da doença, além de incentivar a busca pelo diagnóstico e pelo tratamento. Em casos mais severos, a endometriose pode causar infertilidade.
Realizada anualmente, a caminhada é promovida pela Associação Endomulheres Baixada Santista em parceria com a Prefeitura de Santos. A concentração será às 9h na Praça Luiz La Scala (Aquário), na Ponta da Praia. A organização pede que os participantes vistam roupa amarela, cor símbolo da Campanha. Também é possível comprar no local a camisa oficial do evento e assim contribuir para a Associação Endomulheres.
Cordão de girassol
A endometriose surge quando as células do endométrio, ao invés de serem expulsas durante a menstruação, movimentam-se em outro sentido e adentram os ovários ou a cavidade abdominal.
Entre os principais sintomas estão dor pélvica intensa, cólicas menstruais severas, dor durante a relação sexual, fadiga e dificuldade para engravidar. Como a doença se manifesta de forma diferente em cada pessoa e os sintomas nem sempre são perceptíveis para quem convive com a paciente, as mulheres levam cerca de seis anos e meio, em média, para confirmar o diagnóstico.
Para dar visibilidade a condições que não são facilmente percebidas, como a dor crônica e o cansaço, as pacientes têm sido incentivadas a usar o cordão de girassol, símbolo reconhecido internacionalmente por representar problemas de saúde e transtornos psicológicos ocultos.
“O importante é não relativizar a dor e o sangramento; é preciso atenção”, destaca o secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez.
Centro de Referência
Em Santos, o primeiro atendimento das mulheres com suspeita de endometriose é feito pelas policlínicas, com procedimentos para amenizar o sangramento e a dor menstrual. Os casos suspeitos são encaminhados ao Instituto da Mulher e Gestante (Av. Conselheiro Nébias, 453), onde há um ambulatório que realiza exames específicos. Casos mais graves são encaminhados para cirurgia no Centro de Referência em Endometriose, localizado no Complexo Hospitalar dos Estivadores.
No ano passado, 106 pacientes foram diagnosticadas com endometriose no Instituto da Mulher e Gestante. Destas, 67 necessitaram de cirurgia.
“O índice de desfechos cirúrgicos é elevado, o que nos impulsiona ainda mais a destacar a importância de a mulher conhecer o seu corpo, ter conhecimento sobre os sintomas da endometriose e buscar o diagnóstico o mais cedo possível para não agravar”, recomenda o secretário Fábio Lopez.
* Com informações da Prefeitura de Santos.
Foto: Francisco Arrais / PMS