Audiência pública sobre VLT lota Câmara de Santos

Tema é de extrema importância para a região

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A preocupação com os rumos do transporte público na Baixada Santista levou, mais uma vez, autoridades e cidadãos ao plenário da Câmara Municipal de Santos nesta quarta-feira (12/11/08). A audiência pública sobre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deixou a Sala Princesa Isabel lotada, e trouxe ao público as últimas informações e as principais questões discutidas pela Comissão Especial de Vereadores (CEV), presidida pelo vereador José Antonio Marques Almeida, o Jama. “É gratificante vermos essa Casa lotada para discutir um assunto que vai mexer com as nossas vidas e com o desenvolvimento da região. É bom lembrar que estamos nessa luta pela implantação do VLT há dez anos”.

A ausência do Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, José Luiz Portella, foi criticada. “Pela segunda vez, ele (Portella) desrespeita a Câmara. Esta casa representa a comunidade, e ele precisa dar algumas respostas à ela” disse Jama.

Representantes do Governo do Estado de São Paulo, da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), da prefeitura de Santos e vereadores discutiram propostas e prazos para o início das obras. Em nome da Secretaria Municipal de Governo de Santos, Nelson Parente Jr. defendeu o projeto, inclusive em comparação com outro semelhante, o monorail, ou monotrilho. Para ele, o VLT apresenta várias vantagens: além do custo menor, o impacto negativo seria quase nulo. “Não haverá impacto no trânsito local, até mesmo porque o VLT pode se adaptar ao fluxo normal, respeitando os semáforos, e utilizando os trilhos de trem já existentes”, disse Parente.

Quem também vê com bons olhos a implantação desse novo transporte na Baixada é a representante da AGEM, Débora Blanco Bastos Dias. Segundo ela, o VLT e o monotrilho não são concorrentes; ambos são projetos possíveis. “Muitas cidades no mundo possuem os dois tipos de transporte convivendo em benefício da população. A construção de um não impediu o outro. Porém, o VLT deve causar impacto bem menor aqui, é uma solução mais prática, mais moderna”.

Já o assessor da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, Fernando Henrique Taques, optou em não fazer nenhuma declaração ou exposição durante a audiência.

Um dos maiores defensores do monotrilho, o engenheiro Anuar Assad David aproveitou a audiência pública para também falar sobre o projeto. Para ele, a vantagem do monotrilho é que ele não interfere de forma nenhuma no trânsito, uma vez que o trem passa por um trilho suspenso do chão, a altura média de 10 metros.

A polêmica ficou por conta da possível desapropriação de casas com a implantação do VLT. Os imóveis que ocupam a faixa pertencente à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teriam de ser desocupados. São cerca de 50 imóveis nas cidades de Santos e São Vicente, incluindo casas e mesmo uma base comunitária da Polícia Militar.

O Defensor Público do Estado de São Paulo, Felipe Pires Pereira, foi um dos que se mostraram preocupados com a questão da desapropriação. De acordo com ele, a CPTM já estaria \'fazendo pressão\' sobre os moradores dessas áreas. “Quero deixar o pedido junto à CEV para que os vereadores se coloquem à disposição e discutam alternativas com a população. Não podemos ser irresponsáveis”, disse Pereira.

Também representante da CEV, a vereadora Cassandra Maroni garantiu que a questão será estudada com a atenção que merece. “Me comprometo a ver isso de perto, e gostaria de convidar todos da CEV para nos inteirarmos dos detalhes. É, sem dúvida, uma questão delicada”, disse Cassandra.

O vereador Jama entende ser possível atender ao dois lados desse caso, e afirmou ter certeza que o VLT trará mais resultados positivos que negativos. “O resultado desse investimento será qualidade de vida. Queremos um transporte moderno, com preço menor e qualidade maior”.

Assessoria de Imprensa do Vereador JAMA
Telefone: 3219-3085

jamagabinete@uol.com.br