
O vereador Arlindo Barros (PSDB) mais uma vez reiterou a importância da implantação de um crematório municipal. Em seu pronunciamento na sessão do dia 28 de setembro, o parlamentar, que é presidente da CEV sobre o assunto, expõe que é possível e viável esse equipamento em Santos.
Em seu discurso, Barros relembra que foi enviado no dia 21 de setembro para todos os vereadores, um documento apresentando estudos de viabilidade econômica e financeira, mostrando claramente que é possível e viável a construção de um crematório municipal. “Não entendo a dificuldade que alguns estão tendo em analisar o documento. Ele mostra que o executivo não vai ter dívidas a partir do quarto ano e que no sexto ano em diante, começará a ter lucro”.
O vereador sabe que o crematório de Vila Alpina causa prejuízo, porém o nível de comparação entre as cidades é totalmente “imatura”. “Vila Alpina é o maior crematório da América Latina e foi inaugurado em 1974. A estrutura criada na época e usada para os dias de hoje, lógico que vai causar prejuízo”. Um exemplo citado é que o crematório de São Paulo atualmente usa dois fornos e serão comprados mais dois. “Em Santos com um forno apenas, já é o suficiente para suprir a demanda”. No final, Barros ironiza “Seria como se comparassem a estrutura do Maracanã com o estádio da Vila Belmiro, não tem lógica nem criatividade forçar uma situação dessa”, diz Barros.
O parlamentar está surpreso com a atitude de alguns vereadores que estão contrários a essa idéia. “Como posso aceitar que o munícipe tenha que gastar mais de R$ 4.000,00 para a cremação, ao invés de podermos oferecer um preço de R$ 400,00 acessíveis a todos”.
Sobre a sugestão do vereador Hugo Duppre para que os esforços da CEV do crematório verificasse na viabilidade da formação de um convênio entre o Poder Público e a iniciativa privada, que já presta serviços em Santos, Barros refuta a idéia e ainda questiona em plenário: “Por que só agora depois de 26 anos da inauguração do crematório particular existente na cidade, que veio a sugestão de formalizar um convenio com a prefeitura? Nos anos anteriores já houve CEV sobre esse tema e a empresa particular não manisfestou vontade em ajudar. Agora que provamos que é possível fazer, não é mais interessante para a CEV o convênio”.
Sobre a citação do vereador Duppre que afirmou em plenário “O povo santista não precisa e nem quer mais um empresa deficitária em nossa cidade”, Barros finalizou “Fiquei surpreso com o comentário e gostaria que me informasse quais empresas que apresentam prejuízo em Santos”.